DTM (Disfunção Temporomandibular) e ATM (Articulação Temporomandibular)

Dr. Vitor Maldonado

Dr. Vitor Maldonado

25 de setembro de 2026

Este é um assunto complexo e que exige muita atenção na atualidade, especialmente devido à alta incidência de apertamento dentário e bruxismo. No passado, acreditava-se que a má oclusão e o desalinhamento dos dentes eram os principais responsáveis pelos problemas nas articulações e músculos da mandíbula. Particularmente, ainda considero que esses fatores exercem grande influência. No entanto, há anos a literatura médica revisou o tema e trouxe novas abordagens.

A principal descoberta é que a DTM é uma condição multifatorial. Fatores como o estresse — seja pelas demandas do mundo moderno ou ocasionado por noites mal dormidas — contribuem significativamente para a disfunção. Os estudos atuais demonstram que o sistema nervoso tem um papel central nesse diagnóstico.

Portanto, a investigação clínica deve ser ampla. É preciso avaliar a qualidade do sono: O paciente ronca? Qual a causa? O problema pode estar relacionado ao sobrepeso, que reduz o espaço interno para a passagem de ar, ou a outras obstruções respiratórias. O fator estresse também deve ser analisado, buscando formas de amenizar os desafios diários, enquanto outros agentes influenciadores continuam sendo estudados.

Como mencionado, embora a má oclusão seja apenas parte do problema, ela condiciona a posição e o funcionamento da musculatura mastigatória. Esses músculos atuam diretamente nas articulações temporomandibulares, movimentando tanto as estruturas ósseas (côndilos) quanto os tecidos moles (discos articulares). Como consequência dessas disfunções, podem ocorrer abfrações no esmalte dentário, que é um dos tecidos mais duros do organismo. Logo, é fundamental eliminar todas as possíveis causas antes de iniciar o tratamento.

Em relação aos exames complementares, algumas opções se destacam de acordo com o objetivo da avaliação. Se o foco do profissional é analisar tecidos duros — como a estrutura óssea e a posição do côndilo —, a tomografia computadorizada é a principal escolha. Por outro lado, quando a necessidade é investigar tecidos moles, como o disco articular e a musculatura, o exame de eleição (padrão-ouro) é a ressonância magnética, tendo a ultrassonografia como alternativa secundária. 

Por fim, vale destacar as placas de mordida. Elas não são indicadas para todos os pacientes, embora o seu uso tenha se tornado cada vez mais comum. Essas placas servem para reduzir a força e a pressão sobre os dentes, próteses e implantes, sendo utilizadas em muitos casos como um tratamento temporário para a DTM.

Dr. Vitor Maldonado

Dr. Vitor Maldonado

Especialista em Ortopedia funcional dos maxilares e Ortodontia pela PUC-RJ e Harmonização Orofacial pelo CPCD MG / UNIAVAN-SC. Graduado em Odontologia pela UFRJ.

Dr. Vitor Maldonado

CRO-RJ 12541

Dr. Vitor Maldonado

Graduação em Odontologia pela UFRJ. Especialista em Ortopedia funcional dos maxilares e Ortodontia pela PUC-RJ e Harmonização Orofacial pelo CPCD MG / UNIAVAN-SC. 

Vídeos

Visite o YouTube da Maldonado Odontologia e confira outras dicas e informações sobre os tratamentos

Artigos REcentes

Leia também

Implantes

Os implantes dentários revolucionaram a reabilitação oral. Anteriormente, as opções para perdas dentárias eram limitadas e envolviam próteses removíveis ou o desgaste de dentes