O termo tem origem no inglês laminates. No Brasil, popularizou-se como “faceta cerâmica”, indicando a aplicação do material em apenas uma face do dente. A nomenclatura “lente” surgiu porque as peças são tão finas que se assemelham a lentes de contato. Alguns profissionais utilizavam esse termo, especificamente, quando o procedimento não exigia desgaste dentário.
Esse método surgiu com a odontologia adesiva e estética, impulsionado pelo desenvolvimento de novas cerâmicas e cimentos (as colas biológicas). Esses materiais permitiram o uso de estruturas mais resistentes e com alta capacidade de adesão. Assim, tornou-se possível alterar o sorriso com o mínimo de desgaste, preservando a estrutura dental e alcançando grandes transformações estéticas.
No passado, as cerâmicas eram diferentes e dependiam de uma estrutura interna de metal. Isso resultava em dentes com aspecto acinzentado, principalmente na região da gengiva, transparecendo o metal por baixo da cerâmica. Além disso, a técnica exigia retenção mecânica, o que tornava necessário o desgaste em volta de todo o dente.
A principal diferença atual é que as cerâmicas podem ser confeccionadas em qualquer tamanho, com uma colagem extremamente segura e previsível. A maior vantagem dessa evolução é a preservação da estrutura dental. O desgaste agora é feito apenas onde é estritamente necessário, seja para resolver um problema funcional, como uma cárie, ou para fins estéticos.